Até eu precisar  de um Consultor em Aleitamento eu nem sabia que eles existiam
(veja o que eles são neste post aqui!)

O puerpério chegou e com ele a dificuldade em manter a amamentação exclusiva.

Com muito suporte, orientação adequada e rede de apoio consegui estabelecer a amamentação com meu primeiro bebê. Desde então, me engajei na causa e passei a trabalhar na proteção, no apoio e na promoção do aleitamento materno.

Passei também a formar pessoas que trabalharão diretamente na assistência juntamente com as mães e bebês. Preparando as aulas eu comecei a imaginar:


Quais seriam as perguntas mais ouvidas pelos Consultores em Aleitamento? 

E aí percebi que, mais importante do que as próprias perguntas, são as respostas dadas a elas, uma vez que elas podem exercer uma grande influência no sucesso ou não na manutenção da amamentação.

Se for desejo da mãe e da família manter o aleitamento materno, sugiro que garantam que o profissional contratado possua duas competências essenciais: uma de ordem técnica, de modo a subsidiar a lactante com evidências científicas atualizadas e de qualidade, outra de ordem comportamental – é preciso empatia.

Procure um profissional que tenha um olhar multidisciplinar, cuidadoso e amigável. Apenas a técnica não é suficiente.

Dito isso, vamos a perguntas que mais ouço as mães fazendo para os profissionais que trabalham com aleitamento e para os grupos de apoio à amamentação, sejam eles presenciais ou nas redes sociais:

 

“Meu bebê não dorme muito. Será que o leite não está sustentando? ”

Uma grande angústia de quem amamenta é a pergunta: “Como saber se o meu bebê está bem alimentado? ”. Uma consultora em aleitamento vai te mostrar os sinais que você deve observar – ganho de peso, padrão de urina e fezes no bebê etc. Te ajudará também a entender como funciona o relógio biológico do bebê, seu padrão de sono, a importância das mamadas noturnas e a composição do leite materno.

 

“Será que eu estou fazendo alguma coisa de errado? ”

Muitas mulheres querem saber o que elas estão fazendo de errado, uma vez que na prática a amamentação não lhe parece tão linda quanto nos comerciais de televisão. E a resposta mais provável é que elas não estão fazendo NADA de errado. As mudanças de sono, de rotina, de vida podem trazer um grande desespero. Nesse momento, alguém que lhe passe confiança de que você consegue é fundamental.

 

“Isso é normal? ”

A internet está cheia de buscas sobre o que seria – ou não – “normal” em relação à amamentação. Rachaduras, dor no peito, ingurgitamento da mama, mama vazia…tudo isso gera muitas perguntas na cabeça de quem amamenta. Nessa hora, nada melhor do que um profissional que tenha um olhar individualizado para a sua situação.

 

“Será que eu posso comer/beber isso? ”

Em um país com proporções continentais como o Brasil, a cultura popular exerce forte influência sobre a amamentação. Além de questões comportamentais, ela influencia também aspectos da dieta da lactante.

Uma boa consultora em aleitamento pode ajudar a mãe a ter serenidade nesse momento e descobrir se existe algum alimento que está deixando o bebê com algum desconforto ou mesmo que está provocando alguma alergia, poderá também fazer o encaminhamento para um profissional especialista se o quadro clínico não for a especialidade dele e se achar necessário.

 

“Como faço para aumentar a minha produção de leite? ”

Essa pergunta deve estar no topo da lista! Como, diferentemente de uma mamadeira, não enxergamos quantos ml o bebê está ingerindo, a ansiedade se torna uma parceira frequente. Agora se você estiver sentindo-se insegura sobre isso, uma consultora poderá lhe orientar sobre técnicas para aumento da produção de leite. Às vezes simples mudanças sugeridas possuem um grande potencial transformador!

 

“Será que a chupeta vai atrapalhar mesmo?”

Outra pergunta muito comum. Uma consultora em aleitamento bem treinada, apresentará à você todos os prós e contras do uso da chupeta e de bicos artificiais. Ela poderá esclarecer todas as suas dúvidas de modo que você tome a decisão que mais se adequa à sua família.

 

“De quanto em quanto tempo preciso amamentar o meu bebê?”

Um dos conceitos mais difíceis de entender por quem amamenta é “O que é a livre demanda?”. Uma consultora poderá ajudar você a responder essa pergunta e a aplicá-la no seu convívio familiar. Além disso, ela poderá ajuda-la mais na frente no processo de introdução alimentar de alimentos sólidos.

 

“Preciso comprar bomba de leite? E protetor de seios? E pomada para os seios?”

A sociedade de consumo vai te dizer que todos esses itens são necessários. Mas sabe de uma coisa: isso não é verdade. Uma consultora em aleitamento vai poder te auxiliar com a ordenha, com tratamento de rachaduras sem que você precise comprar nenhuma dessas tecnologias. Ou, ela poderá, junto com você, ver quais delas você realmente se adapta. Imagine descobrir que não se adapta à bomba eletrônica só depois de já ter comprado uma? Uma consultora em aleitamento pode trazer muita economia para você!

 

“Meu peito dói muito. O que faço?”

Grande parte de problemas com dor nos seios pode ser resolvida com uma adequada pega e posição. Diferentes posições podem ajudar na recuperação da mama machucada e uma pega correta pode evitar que o quadro se repita. E adivinha quem pode lhe ajudar com isso? Acertou quem falou uma Consultora em Aleitamento Materno.

 

Bom, essas são algumas perguntas que ouço com frequência. Alguém ainda tem dúvidas da importância de uma consultora? E você consultora, me ajude a aumentar essa lista. Quais são as perguntas que você mais ouve na sua prática na assistência ao aleitamento materno?

 

Lair Silva – é mãe do Luiz Antônio, coordenadora do grupo de apoio à amamentação em londrina e docente do programa de Coaching para profissionais em Aleitamento Materno da UniMaterna.