Algumas mulheres se referem a uma baixa produção de leite materno, onde muitas vezes ela não é uma baixa produção fisiológica, porém um pequeno número de mulheres realmente terá problemas físicos na sua produção e as razões para que isso aconteça podem ser:

• Pela perda excessiva de sangue (mais de 500 ml) durante o nascimento ou se restarem fragmentos retidos da placenta podem atrasar a descida do leite (o que geralmente acontece cerca de três dias após o nascimento);

• Por uma história de síndrome do ovário policístico, diabetes, tireóide ou outros distúrbios hormonais. Às vezes, mas nem sempre, as mães com essas condições apresentam baixa oferta de leite;

• Por ela ter a rara condição médica chamada hipoplasia mamária, na qual não há tecido glandular para produzir leite suficiente dentro da mama;

• E por conta de cirurgias mamárias ou traumas mamários anteriores – embora muitas mães que foram submetidas à cirurgia possam amamentar com sucesso.

Se por acaso você se identificou com alguma dessas condições, consulte uma consultora em aleitamento materno ou especialista em amamentação.

Como funciona o suprimento de leite materno:
Depois que o bebê nasce e inicia a produção de leite, os seios começam a produzir através de um processo de ‘oferta e demanda’. Cada vez que o leite é extraído, seja pela alimentação do bebê ou pela expressão, os seios produzem mais.

É por isso que dar mamadeiras pode reduzir o suprimento de leite – o corpo não está recebendo a mensagem para produzir mais leite materno, porque nenhum leite está sendo removido.

A maneira como o bebê mama também afeta o seu suprimento. Quanto mais frequente e de forma eficaz ele mamar, mais leite produzirá.

Se o bebê não mama leite suficiente durante a amamentação, é essencial extrair o leite regularmente para proteger o suprimento.

Sinais de que o bebê não está recebendo leite suficiente:
Mesmo que a baixa oferta de leite seja rara, o bebê ainda pode ter que se esforçar para obter a quantidade de leite ideal durante as primeiras semanas. Ele pode não estar mamando com frequência suficiente ou por tempo suficiente, principalmente se você estiver tentando seguir um cronograma de amamentação em vez de se alimentar sob livre demanda. Ele pode não estar bem, ou pode ter uma condição que dificulta a ingestão do leite.

A seguir, alguns sinais de que o bebê não está recebendo leite suficiente:
Baixo ganho de peso.
É normal que os recém-nascidos percam de 5% a 7% do peso ao nascer nos primeiros dias – alguns perdem até 10%. No entanto, depois disso, eles devem ganhar pelo menos 20 a 30 g (0,7 a 1 oz) por dia e voltar ao peso ao nascer entre o 10º e 17º dias. Se o bebê perdeu 10% ou mais do seu peso ao nascer, ou se ele não começar a ganhar peso nos primeiros 5 a 6 dias a mãe deve procurar o pediatra imediatamente.

Fraldas molhadas ou sujas insuficientes.
O número de eliminações que o bebe faz por dia é um bom indicador de que ele está ou não recebendo leite suficiente – Ele deve molhar pelo menos 6 fraldas ao dia. Deve-se procurar orientação médica se notar que as fraldas sujas estão diminuindo em umidade e peso.

Desidratação.
Se o bebê tiver urina de cor escura, boca seca ou icterícia (amarelecimento da pele ou dos olhos), ou se for letárgico e relutante em se alimentar, ele poderá ficar desidratado. Outro sinal de desidratação é a moleira estar muito baixa. Febre, diarreia e vômito ou superaquecimento também podem causar desidratação em bebês.

Mas será que realmente a produção está baixa?
Os recém-nascidos geralmente se alimentam com muita frequência – cerca de 10 a 12 vezes por dia ou a cada duas horas – e isso não é sinal de que a mãe não tem leite suficiente. Não devemos esquecer que é difícil dizer quanto leite o bebê toma durante cada mamada – as quantidades podem variar.

Todos os itens a seguir são perfeitamente normais e não são sinais de falta de leite:
• o bebê quer mamar com frequência
• o bebê não quer mamar com frequência
• bebê está acordando no meio da noite
• o bebê mama rápido
• bebê demora pra mamar
• bebê querer mamar logo depois de uma mamada
• seios que ficam mais macios do que nas primeiras semanas
• seios que não vazam leite ou costumavam vazar e pararam
• não conseguir tirar muito leite com a bomba
• não poder bombear muito leite
• ter seios pequenos

O que fazer se realmente se tiver pouca produção de leite
O ideal é procurar uma consultora em aleitamento materno ou especialista em amamentação. Ela irá avaliar se a mãe tem pouco suprimento de leite e observar a amamentação para ver se o bebê está com a pega correta e ingerindo leite suficiente. Elas podem sugerir o ajuste da posição de alimentação ou da pega do bebê para que ele possa se alimentar com mais eficiência.

Aumentar o contato pele a pele da mãe com o bebê antes e durante as mamadas para estimular o hormônio oxitocina, que faz o leite fluir, ou usar técnicas de relaxamento, como ouvir uma música relaxante favorita, para reduzir qualquer ansiedade que possa estar afetando o suprimento.

Praticar a livre demanda! O peito não é estoque, é fábrica! Aliás se ficar leite parado o corpo produz uma substância que inibe a lactação, então o peito muito cheio não faz bem para a produção!

Com apoio, a maioria das mães com baixa produção de leite são capazes de amamentar parcialmente seus bebês, e algumas conseguirão desenvolver uma produção suficiente de leite.

Se o bebê ainda não estiver tomando leite suficiente diretamente da mama, talvez por ser prematuro ou com necessidades especiais, pode ser necessário extrair o leite para promover uma produção na quantidade que ele precisa.

Talvez a mãe necessite de alguma medicação que estimule essa produção e que só deve ser utilizada se prescrita pelo médico e em situações muito especiais. Se realmente a produção não se estabelecer, o bebê irá precisar de suplemento, sob a orientação de um profissional médico.

Como aumentar a produção de leite com uma bomba de leite?
Se precisar estimular a produção nos primeiros cinco dias após o parto, podemos usar uma bomba elétrica. De preferência uma que imite a forma como um bebê estimula os seios durante a amamentação. Depois que o leite desce, o bombeamento faz com que se extraia mais leite em menos tempo. Esse método também drena melhor os seios, o que também ajuda na produção de leite.

Embora toda mãe seja diferente, geralmente é uma boa ideia extrair o leite logo após, ou uma hora depois, da mamada. Isso pode parecer estranho, porque geralmente é mais fácil bombear o seio cheio. Mas devemos pensar na extração como “fazer um pedido de leite” para o dia seguinte e não como uma forma de estocar o leite. No começo, a mãe irá extrair apenas pequenas quantidades, mas não deve desanimar – com bombeamento regular, isso aumentará. Ela deve extrair o leite (amamentando e bombeando) de oito a doze vezes por dia, incluindo uma sessão à noite, quando os níveis do hormônio prolactina produtor de leite forem mais altos. Quanto mais frequentemente o leite for extraído, melhor. Após dois ou três dias de bombeamento regular, ela verá um aumento significativo no fornecimento.

Lembrando ainda que a melhor bomba que existe é o bebê, e o seu corpo sempre irá se adaptar à demanda que ele exigir!

Na maioria dos casos a baixa produção não é real, é apenas referida. Mas se houver de fato uma baixa produção, existem várias formas de contornar antes de oferecer a mamadeira com complemento como forma de alimentação principal.